Relações Públicas: a comunicação para o diálogo

Pois o mundo não é humano por ter sido feito pelos homens e tampouco se torna humano porque a voz humana nele ressoa, mas somente quando se torna objeto de diálogo. (Hannah Arendt).

O convívio entre as pessoas, por natureza diferentes, não comporta espaço para a intolerância, o caos e a cisão.

Pensar por conta própria e de maneira divergente, expressar posicionamentos e tomar decisões, ainda que contrárias aos nossos interesses, são direitos que competem às pessoas, assim como é dever destas mesmas o respeito às demais e à diversidade de opinião, sob o risco de tornarmos inviável o convívio em sociedade.

No âmbito da comunicação, a liberdade de expressão e o respeito à diversidade são condições essenciais. Comunicação é o processo relacional que promove o encontro entre agentes da interlocução, é diálogo entre pessoas, é compartilhamento de significados entre diferentes e, sem o respeito à diferença, sem a predisposição para ouvir e fazer concessões, não há comunicação. É quando imperam o caos, a intolerância e a cisão.

Inerente às Relações Públicas está o lidar com diferentes públicos, não como meio para “harmonizar” conflitos. Tal prática de RP evidencia, em alguns casos,  pensamento restrito e consciência ingênua, em outros, a descarada intenção de “coisificar” as pessoas.

Públicos implicam controvérsia, contradição, conflito e estes só são superados, racional e construtivamente, com diálogo. Precisamente aí, cabem as RP, cuja atribuição é instituir as bases para o diálogo. Assim dito e escrito é bonito e parece fácil.

A prática nos confronta com a dificuldade e complexidade que envolvem a busca pelo diálogo, pelo consenso, não o consenso “harmonicamente” forjado, mas aquele que resulta da convivência madura e respeitosa entre diferentes artífices que tecem coletivamente as condições para o alcance de objetivos comuns.

Se não usarmos nossa capacidade intelectual – que não se limita à obtenção de títulos, à produção de artigos, à docência, entre tantas outras atividades que desenvolvemos – para o diálogo e entendimento, atestaremos publicamente nossa incapacidade enquanto comunicadores e, bem pior, podaremos nossa capacidade humana de sonhar e construir coletivamente!

Mesa redonda de Relações Públicas: mercado, profissão e profissional

Acompanhando a divulgação da mesa redonda de RP pela Internet, percebi o orgulho da Carolina Martiny ao registrar no Twitter: “Organização dos alunos do 6° período de RP”. É isto mesmo Carolina, tenha orgulho daquilo que você faz!  Tenham orgulho você e seus colegas do sexto período: André, Bruno, Gabriel, Iracema, Larisse, Renata, Samantha, Thayra, não lembro o nome de todos, e as professoras Célia e Judy que coordenaram o evento. Tenham orgulho pela constatação da competência de cada um de vocês, pelo dever cumprido e pela excelente sacada na escolha do tema.

Uma escolha antenada ao momento em que se observa, ainda, uma efervescência, na academia e entre os profissionais, por conta dos Referenciais para as áreas da Comunicação, aí incluídas as RP.

Nada mais oportuno que discutir a profissão, o mercado e o profissional, no momento em que se pode observar a consolidação das RP por conta da percepção das empresas de que sua sobrevivência e sucesso decorrem do relacionamento com seus públicos e que tal relacionamento deve ser tratado com profissionalismo e pautado pela ética e pelas demandas sociais.

Nada mais oportuno, também, que levantar esta discussão associada ao momento em que o curso completa 30 anos mais 2! ;-)

Congratulações e votos de sucesso aos organizadores e, aos participantes, desejos de um evento proveitoso!

O caso Morana: quando o erro leva ao acerto

Se usei o ambiente das mídias sociais para expressar meu descontentamento com o péssimo atendimento que recebemos, eu e a Emilia, na loja Morana do Manauara Shopping, na última segunda-feira, dia 9, nada mais justo que usar o mesmo ambiente para relatar a surpreendente repercussão do mesmo.

Cabe fazer, inicialmente, um breve relato do atendimento que motivou o registro, no Twitter, da minha insatisfação. Entramos na loja, eu e Emilia, pedimos a uma das vendedoras que nos mostrasse um anel e a mesma, demonstrando enfado, levou minutos exasperantes para atender nossa solicitação. Ela, juntamente com outra, parecia estar ocupada com o conserto do colar de uma terceira. O anel nos foi mostrado de maneira indiferente e, assim, sentindo-nos desconsideradas, optamos por não efetuar nenhuma compra na referida loja. Lembro de ter dito à Emilia que faria o registro da situação no Twitter e ela garantiu que contaria o caso para todo mundo. Feito o registro, “deixei pra lá”.

Sexta-feira, dia 13, pela manhã, na Universidade, uma grata surpresa: uma moça me entregou dois kits da Morana, uma para mim e outro para a Emilia, ambos contendo uma nécessaire, cujo conteúdo consistia em um pequeno bloco de notas, uma caneta e um espelho dobrável de bolsa. O mimo vinha acompanhado de um envelope com um bilhete da proprietária, pedindo desculpas pelo mau atendimento e fazendo o convite para uma visita à loja, para tirar “a péssima impressão” causada pelo mesmo.

Não vou mentir, inicialmente, fiquei curiosa e surpresa, depois, encantada. Não pelo conteúdo do kit, mas, pela iniciativa da proprietária, cujo gesto, inteligente e simpático, demonstrou perspicácia ao lidar com o erro de suas funcionárias, transformando-o, estrategicamente, em aprendizado e acerto.

Como a proprietária tomou conhecimento da nossa insatisfação com o atendimento de suas vendedoras? Como nos encontrou? Teria sido por meio do Twitter? Ou em decorrência do buzz (boca a boca) da Emilia?

O interessante é o fato de eu ter vivenciado esta experiência, justo no momento em que estou devorando o livro As marcas no divã: uma análise de consumidores e criação de valor, cujo autor, Jaime Troiano, sócio-diretor do Grupo Troiano, pioneiro em branding no Brasil, faz referência a uma pesquisa, realizada pelo grupo citado, cujos resultados evidenciam o poder de influência do consumidor sobre amigos e pessoas do seu convívio, de tal modo que “cada cliente muito satisfeito com uma marca contamina até 15 outras pessoas” (TROIANO, 2009, p. 33). O que dizer, então, de um cliente insatisfeito?

Em relação ao desfecho do caso Morana, de fato, curti o mimo, congratulo a proprietária pela iniciativa e, claro, farei uma visita à loja, para conferir o atendimento e, quem sabe, apagar a péssima impressão?

Importa registrar que este post não foi encomendado ou pago pela Morana!

Livros: entre o desperdício e o acesso impossível

Recentemente precisei – e ainda estou precisando – de um livro intitulado A interpretação das culturas, de Clifford Geertz. Minhas idas e vindas à Biblioteca do setor norte (setorial do ICHL), revelaram-se infrutíferas e desgastantes: há, pelo menos, 5 exemplares do livro para empréstimo e um para consulta local, segundo informações do sistema da biblioteca. Mero registro!

No sistema constam informações sobre a data de empréstimo e devolução (previsão) dos exemplares e foi por intermédio destas informações que tomei conhecimento de empréstimos de exemplares feitos ano passado e que, até hoje, não foram devolvidos. Por que não é feita uma cobrança, por telefone ou por e-mail? Afinal, a biblioteca não dispõe de um cadastro dos usuários?

Indisponíveis os exemplares para empréstimo, restava-me, como última esperança, o exemplar para consulta local, que eu pretendia emprestar durante o feriado, mas que não foi localizado naquele labirinto de prateleiras. E ficou por isso mesmo!

Felizmente, uma de minhas orientandas tem o livro e prometeu me emprestar. Problema resolvido, mas, como seria se eu dependesse exclusivamente da biblioteca da Ufam? Daí porque gasto o que não tenho na aquisição de livros a cada semestre letivo ou esporadicamente quando a necessidade é mais premente. Tornam-se compreensíveis as dificuldades dos alunos em relação ao uso de livros da biblioteca e a prática já institucionalizada de tirar cópias.

Enquanto isso, cerca de 1.500 cadernos de exercício, apostilas e livros novos, alguns ainda na embalagem, foram jogados em uma caçamba coletora de lixo, próxima a uma escola de Ribeirão Preto (SP). A notícia boa é que a diretora e a vice da escola envolvida no descarte dos livros foram afastadas dos respectivos cargos, até que o caso seja apurado.

Felizmente, há exemplos reais que atenuam este cenário desanimador: em um bairro chamado Vila das Torres (Curitiba), uma biblioteca, cujo acervo é composto por livros jogados no lixo ou oriundos de doações, tem contribuído para o aprendizado de crianças e estimulado o retorno de alguns membros da comunidade à escola.

Caso haja interesse, aí está o link da matéria sobre a biblioteca de Vila das Torres:

http://www.parana-online.com.br/editoria/cidades/news/399501/?noticia=CRIANCAS+APRENDEM+COM+LIVROS+JOGADOS+NO+LIXO

 

Comitê de Comunicação na Ufam: mudanças à vista?

Ao longo de sucessivas gestões, a comunicação na Ufam jamais foi pensada estrategicamente, mas praticada a partir de uma cultura “tarefeira”, com foco predominante nas atividades de assessoria de imprensa, em que a divulgação de notícias é o carro-chefe dos trabalhos desenvolvidos.

A partir da observação de tais aspectos, pode-se inferir a combinação de dois dos modelos de Relações Públicas, propostos por James Grunig e Todd Hunt (apud VALÉRIA LOPES, 2002), identificados como Assessoria de Imprensa e Informação Pública (ou Difusão da Informação).

O primeiro modelo, apesar de considerado o mais antigo, pois remonta à prática inicial das RP, ainda é aplicado de forma significativa em algumas organizações, principalmente nas atividades voltadas para a promoção de produtos. A comunicação é desenvolvida na perspectiva de “mão única”, o fluxo de mensagens desenvolve uma direção unilateral, da fonte ao emissor. A pesquisa é aplicada com pouca ou pequena freqüência, no caso da Ufam não há registros da realização de pesquisas. A ênfase deste modelo recai sobre a mídia e, despertar sua atenção, conquistando espaço para divulgação de notícias, preferencialmente favoráveis, relacionadas à organização são seus objetivos.

O segundo modelo, embora se caracterize pela aplicação de uma comunicação de “mão única” e pela pequena utilização da pesquisa, destaca a importância da verdade no processo de disseminação das informações, sendo esta disseminação o seu objetivo, uma vez que, para seus praticantes, o público deve ser informado com objetividade. A comunicação, portanto, tem caráter informativo. Governo, organizações com ou sem fins lucrativos recorrem à aplicação deste modelo.

Assim praticada, a comunicação na Ufam não apresenta uma política claramente definida, na verdade, não há uma política de comunicação. E o mesmo pode ser dito em relação à comunicação interna, sufocada pela comunicação administrativa, excessivamente burocrática, densa, pesada e morosa.

Professores; técnicos de nível médio e de nível superior; alunos com procedência de escolas públicas e de escolas particulares, o que gera perfil e demandas diferenciados; funcionários terceirizados, prestadores de serviços de limpeza e manutenção; funcionários das cantinas e reprografias; contratados pela Unisol, que constituem os diversos segmentos que interagem diariamente no âmbito institucional são classificados, unicamente, sob a denominação de público interno, gatos de um mesmo balaio (!), sem considerar a pluralidade e a polissemia que os caracterizam.

Em contrapartida, é justo destacar, pelo menos, dois pontos fortes da instituição, assinalados por Mauro Souza, em reunião com a atual Reitora, como a tradição de que desfruta a Ufam e o fato de a mesma ser um pólo que concentra um capital intelectual qualificado e competente.

O cenário anteriormente descrito, que pode parecer desanimador, será, na atual gestão, encarado como desafio por um comitê de comunicação, recentemente criado, composto por 8 professores do departamento de Comunicação Social (DECOM), 1 de Administração, com forte atuação em Marketing, 1 de  Linguística e 1 publicitário. Uma equipe que terá como responsabilidade pensar estrategicamente a comunicação da Ufam.

Ouso, portanto, dizer que há, sim, mudanças à vista. A iniciativa de ouvir professores do DECOM e profissionais da área já sinaliza a vontade de mudar, a criação do comitê, também. Afinal, como costumo dizer: o que distancia a promessa da possibilidade é vontade, e vontade resulta de uma simples equação que adiciona intenções e ações!

Quando o cliente não volta

Cantina do ICHL: sexta-feira, 12h30, calor insuportável, fila imensa e comida com aspecto nada apetitoso. Se a comida não atrai pela visão e pelo olfato, o paladar já era! O cardápio incluía, inclusive, pirarucu à portuguesa, um prato que desfavorecia a culinária lusitana.

Diante da falta de opções, resolvi encarar um sanduíche e aí fui informada pela proprietária, uma loura “simpática”, que eles não estavam atendendo os pedidos de sanduíche, pois estavam ocupados com o almoço. Sugeriu-me a expert em atendimento ao cliente, que eu voltasse depois de 20 minutos, quando eles poderiam me atender. Pergunte aí se eu voltei.

Quer saber quando o cliente não volta? Pergunte à proprietária da cantina do ICHL, ela tem MBA em atendimento ao cliente!

Enquanto isso, está rolando a campanha

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Sobre o fio da navalha

Fotocarro

A agressão sofrida pelo professor Gilson Monteiro evidenciou a fragilidade das condições em que trabalhamos na Ufam. Os relatos de arrombamento de laboratórios e carros, roubo de equipamentos e pertences pessoais, ameaças aos funcionários, agressões, estupro e até arrastões, não são recentes. Nossa labuta diária, no entanto, parece nos anestesiar de tal modo que não percebemos o perigo que nos ronda. Por conta dos últimos acontecimentos, lembrei de um final de tarde chuvoso, precisamente no dia 16 de abril,  em que, no estacionamento da Ufam, um estudante encontrou seu carro sem os 4 pneus. A foto acima é um registro do fato.                         

No dia da agressão sofrida pelo professor Gilson Monteiro, soube que alguns alunos foram em busca dos seguranças que prestam serviço terceirizado à Ufam, os quais disseram que só respondem pelo “patrimônio” da instituição. Existe patrimônio mais valioso e importante que as pessoas que dão vida a uma instituição? A prática dos nossos gestores parece desconsiderar este entedimento. Assim, enquanto a direção da Ufam não der importância ao seu maior patriomônio, permaneceremos  sobre o fio da navalha. 

Sindicatos, políticos e universidade unidos em ato público

Irreverência e bom humor marcaram o ato público promovido pela Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (ADUA), realizado ontem, às 9h, no hall do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL). A irreverência e o bom humor ficaram por conta dos cartazes com frases de efeito e da fantasia usada por um aluno, em alusão à geradora do conflito.  

 

 

 

 

 

O evento foi prestigiado pela comunidade universitária que lotou o hall do ICHL.

Representantes dos segmentos político e sindical também participaram do ato público, que foi encerrado após caminhada até o Gabinete do Reitor, a fim de cobrar um posicionamento institucional contra a agressão sofrida pelo professor Gilson Monteiro, a adoção de medidas emergenciais no sentido de garantir a segurança da comunidade acadêmica e fazer a entrega do manifesto de autoria do professor Nelson Noronha, intitulado “A lição de Aziz”.
A caminhada até a Reitoria foi embalada por palavras de ordem como: “Ei, você! Cuidado com o que diz, senão leva porrada da família do Aziz!”
Durante o ato público, professores, políticos e sindicalistas manifestaram solidariedade ao professor Gilson Monteiro e repúdio à agressão cometida contra o mesmo.
Nelson Noronha, emocionado, fez a leitura do manifesto “A lição de Aziz”, no qual destaca a Declaração Universal dos Direitos Humanos como o ideal de convivência entre povos e nações.
No documento, Noronha faz referência a alguns pronunciamentos de autoridades parlamentares e do poder executivo, divulgados pelos jornais locais, que imputam ao professor agredido a culpa pelo fato e expressam conivência e apoio ao agressor.
“Conivência e apoio que atestam haver o Senhor Aziz dado uma lição que já fez escola. Uma lição da qual muitos dos que têm a obrigação de condená-la mostraram que, na verdade, não têm vergonha de disseminar as diferentes maneiras de a praticar”.
O professor conclui o documento enfatizando a necessidade da manifestação clara e pública das autoridades e governantes, às quais compete a garantia da cidadania e da liberdade de opinião.

O que é? O que é?

As pessoas que me conhecem e acompanham meu dia-a-dia na Ufam não ignoram a relação conflituosa que tenho com o pessoal da cantina do ICHL. Minhas principais reclamações, e acredito que não são só minhas, estão relacionadas ao péssimo atendimento e falta de qualidade das “iguarias” lá servidas.Ontem, por exemplo, um dos pratos servidos era “picadinho brasileiro” [alguém conhece?], que pode ser descrito como “de tudo um pouco”, em outras palavras, uma mistura heterogênea de itens não identificáveis, com sabor de nada!
Hoje, ao final da tarde, resolvi fazer um lanche na dita cantina e, para meu espanto e desprazer gastronômico deparei-me com a “iguaria” ilustrada acima. Cansei de reclamar e de ser rotulada de chata e exigente! Optei por não mais me estressar, partir para o deboche bem humorado e curtir as situações vivenciadas por mim na cantina do ICHL.
Você é capaz de identificar o nome da “iguaria” preparada pelo próprio dono da cantina? O que é? O que é? Um prato típico da Índia, já que a cultura indiana está na moda? Uma iguaria árabe? Um produto fossilizado da gastronomia dos Australopitecus, encontrado em uma localidade distante, no sul da África? Uma produção de algum chef du cuisine, que defende uma prática gastronômica futurista? O que é? O que é? É esburacada, cheia de caroços, ressecada e sem sal?

Pela Renovação agora!

A poucas horas do primeiro turno da consulta à comunidade universitária para escolha do próximo Reitor, invade-me o peito um sentimento de esperança, e neste peito, à semelhança da letra da música Renovação, “já não cabe mais”. Por isto, manifesto aqui este sentimento.
Desde novembro do ano passado, venho trabalhando na campanha da chapa Renovação agora! 55, acompanhando o professor Gilson Monteiro, candidato ao cargo de Reitor pela referida chapa, registrando visitas, reuniões, eventos e outros compromissos de campanha, para postagem de matérias no blog (http://ufamparaofuturo.blogspot.com/) e de fotos no fotoblog (http://renovacaoagora.nafoto.net/).
Algumas pessoas me perguntam: por que Gilson Monteiro? E eu sempre respondo que conheço o professor há 14 anos aproximadamente. Somos colegas de departamento e compartilhamos, várias vezes, as responsabilidades administrativas e acadêmicas decorrentes das funções de chefia de departamento e de coordenação de curso, alternadamente desenvolvidas por ele e por mim. Nosso convívio, em tais situações, sempre foi pautado por profissionalismo, parceria, cumplicidade e, aqui, refiro-me à compreensão que existe entre duas pessoas que se conhecem há muito tempo e compartilham atitudes comuns no cotidiano profissional. Dizer que nunca discordamos, que nunca defendemos diferentes pontos de vista seria mentira. Discordamos, sim! E mesmo nestes momentos, soubemos conservar a amizade que, aos poucos, foi se fortalecendo entre nós; soubemos respeitar as idéias defendidas por um ou por outro com fervor e soubemos, passados os embates ideológicos, retroceder e, sensatamente, dar razão àquele que realmente a tinha.
Convivi com o professor Gilson Monteiro em momentos de anseio e luta pela melhoria do curso de Comunicação Social, quando ele trabalhou com entusiasmo e empreendedorismo pela aquisição de equipamentos para os laboratórios de redação, de Tv e de fotografia, pela implantação de uma política de bolsas, que beneficiou inúmeros alunos do curso.
Ao retornar do Doutorado, o professor trazia, além da qualificação, um sonho: a criação do programa de pós-graduação em Comunicação, em nível de mestrado. Eu estava lá, afinal, trabalhamos no mesmo departamento e, mais uma vez, pude observar sua dedicação e compromisso institucional. Hoje, o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação (o primeiro da região norte) é uma realidade que atende às demandas de profissionais locais e de alunos egressos do curso de Comunicação Social da Ufam e de outras Instituições de Ensino Superior.
Presenciei o envolvimento do professor Gilson Monteiro na criação do grupo de pesquisa Interfaces, na conquista de bolsas pela FAPEAM para os alunos cadastrados no referido grupo de pesquisa e também na conquista de espaços para a prática de redação jornalística dos “interfacianos”, por meio de uma parceria com o jornal Amazonas em Tempo, que garantiu a publicação semanal de um encarte com as matérias produzidas pelos bolsistas do grupo.
Mais recentemente, o professor Gilson Monteiro não economizou esforços na reformulação do projeto pedagógico de Jornalismo, em funcionamento já este semestre letivo, e na criação do curso de Mídias Digitais, que garantiu a abertura de vagas para professores, via concurso público.
Acredito na capacidade empreendedora, no compromisso institucional, no profissionalismo, na competência e no caráter íntegro de Gilson Monteiro, por isto, meu envolvimento, meu entusiasmo e meu trabalho em prol da chapa Renovação agora! 55.
Sonho com a mudança, com a Renovação, mas sonhar somente não produz resultados concretos, daí porque, além de sonhar, coloquei meu trabalho e minha competência à disposição do professor Gilson Monteiro.
Mais que nunca é hora de:

“[...] tomar nas mãos o leme desse barco,
Sair da tempestade, pôr ordem no tempo,
[...] É hora de tomar nas mãos de novo a nossa geografia”. (Candinho e Inês).

É hora de renovar a nossa Universidade, de trilhar novos caminhos, de buscar e encontrar respostas e soluções para os problemas que a aprisionam ao marasmo ao longo de oito anos.
E como “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer” (Geraldo Vandré), eu voto pela Renovação agora! 55 e recomendo este voto!

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